Branding e design: você entende a diferença?

Todo profissional que trabalha na área da criação provavelmente já ouviu falar, em ocasiões distintas, dos termos branding e design: ambas as definições têm ganhado popularidade recentemente, e é muito comum que haja confusão sobre os significados de cada uma, criando um mal-entendido que atrapalha o desenvolvimento das duas disciplinas.
Descubra, em nosso post de hoje, a diferença entre branding e design, além de saber como integrá-los de forma eficaz para otimizar a comunicação de sua empresa!
De onde vem a confusão entre branding e design?
A confusão do que cada uma das disciplinas faz talvez se origine do fato de que ambas almejam o mesmo resultado final: a consolidação e disseminação de uma marca. No entanto, o escopo de cada uma é bem diferente: enquanto o design tem um objetivo mais direcionado, o branding acomoda um escopo maior de possibilidades.
O que é branding? E design?
O design é a atividade que se encarrega de criar a concepção física e/ou visual de uma ideia, produto, marca ou conceito que lhe seja proposto. De forma mais simples, o designer é o profissional que traduzirá a mensagem que sua empresa quer transmitir para uma linguagem não-verbal, de uma maneira concisa e objetiva, por meio, por exemplo, de logos e paletas de cores.
Já o branding, como dito, se encarrega de um espectro muito mais amplo de atividades. Ele é responsável por criar a marca em si, com todos os conceitos, valores, ideais e mensagens a serem transmitidas para o público-alvo.
Além disso, a estratégia de divulgação e vendas também é englobada no conceito: o branding vai definir como as lojas devem estar dispostas, como o atendimento deve ser feito, quais formas de contato o consumidor terá com a empresa, e muito mais.
Como integrar as duas atividades?
Estas duas estratégias podem – e devem – andar juntas no desenvolvimento de uma marca: a partir dos valores e posicionamento estratégico definidos pelo branding, os profissionais de design podem desenvolver uma comunicação visual que esteja condizente com a empresa.
Um grande exemplo de integração entre as duas disciplinas é o da marca de calçados Havaianas: antes considerada um item de baixo custo para as classes C, D e E, a empresa passou por um rebranding orientado a torná-la mais aceitável por um público de maior poder aquisitivo.
Com o branding definido, a equipe de design passou a criar produtos de desenhos mais simples e elegantes, com detalhes adicionados onde haviam apenas tiras de borracha. E a integração funcionou: hoje as sandálias Havaianas são um produto de exportação, referência de mercado.
Outro case clássico é o da Apple: diferenças técnicas à parte, a marca da maçã exala, por meio de seu design, elegância e diferenciação, um produto para profissionais, conseguindo uma imensa fatia de mercado mesmo com uma faixa de preços consideravelmente maior.
Fonte: Magor.com.br
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